quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Histórias de violência, em Portugal

Este texto está a ser escrito enquanto na televisão está a ser transmitido o jogo amigável entre Portugal e as Ilhas Faroé”, o que para vários portugueses pode parecer estranho, mas tenho duas boas razões para isso, sendo a primeira o facto de o Ricardo não ser o guarda redes luso escolhido por Carlos Queirós, o que tornaria o jogo muito mais interessante, porque assim até que o adversário poderia marcar um golo. A segunda razão é que de facto está a ser cada vez mais difícil os programas e os filmes que se vêm na televisão superarem a emoção e o dramatismo das histórias e das cenas de acção que têm acontecido pelo nosso Portugal.
Ora veja-se então algumas das pérolas ao nível de Hollywood do nosso Portugal.

Devem lembrar-se certamente do….. esperem…há um canto para as ilhas Faroé… pronto…já passou. Bom, o sequestro no BES… que começou, claro está por uma tentativa falhada de assaltar o banco… GOOOOOOOOOOOOLO… que levou os dois bandidos a barricarem-se e a ameçar matar os reféns durante horas, a fazer lembrar o início do filme “SWAT”e que acabou com os snipers a fazerem aquilo para o qual esperaram anos, que foi apertar o gatilho e matarem um dos bandidos e o outro foi alvejado e está na apanha do sabonete em Caxias. Cheguei a ver a polícia a tomar posições enquanto comia uma sande de presunto e via o telejornal e a perguntar-me se no interior do Banco haveria televisões. Tal como nos filmes americanos que vemos nas televisões, com todo aquele aparato, emoção e com o climax do bandido a ameaçar o refém com a pistola apontada à cabeça, a acção termina com um sniper exímio. Simplesmente brutal. No dia seguinte foi concedida aos atiradores a oportunidade de gozarem de uma baixa psicológica ao que disseram que não. Era óbvio que não iam aceitar, quer dizer, andam os homens, coitados, à espera de um momento como este para acertar o passo a alguém e logo que acontece, querem que fiquem em casa? “Fooooonix….tá maluco chefe? Acha que sou maricas ou quê? Venham eles, venham eles!” foi o que eles devem ter respondido.
E não esperaram muito tempo. Porque a seguir a este filme, o que poderia acontecer de semelhante que trouxesse emoção aos seus dias? Lá está, um tiroteio em Cova da Moura, em Lisboa, entre negros e ciganos, com um trágico final. Digo de verdade, lacrimejei. E porquê? Lembrei-me dos filmes do Charles Bronson que via quando era adolescente e de contar os tiros que eram dados pelos personagens ao longo da película em que ele entrava, 14 731 foram os tiros dados no filme que se passava no Bronx… velhos tempos…
Intervalo… Portugal 1-0 Ilhas Faroé…


E a perseguição dos ciganos que iam a fugir numa carrinha perseguidos por agentes da PSP? Pena foi a morte do miúdo que ia a acompanhar o pai num roubo a um estaleiro. O seu progenitor, coitado, não sabia que estava a colocar a vida do seu filho em perigo levando-o consigo no “golpe”, tal como se fosse para o ajudar a mudar um pneu de um automóvel.
E ontem enquanto jantava, também estava a dar uma reportagem repleta de emoção sobre os trabalhadores da construção do novo molhe da Foz do Douro, que ficaram encurralados no farol, devido às enormes ondas que os impediam de voltar a terra segura e ao conforto do lar. Até tiveram que ser socorridos de helicóptero, e imaginem, houve um ferido que teve um arranhãozinho. Teve um final trágico… os trabalhadores resgatados acabaram a noite no Aeroporto Sá Carneiro a jantar…comida de avião!
GOOOOOLO…NANI!

Mas o peculiar desta história verídica, foi o sr “Manuel”, que estava com os seus colegas no molhe a trabalhar e que cerca das 16.30… duas horas e meia antes de serem chamados os meios de socorro, fugiu para terra segura enfrentado o perigo das grandes ondas que embatiam com o molhe. Será que ele estava apenas a baldar-se ao trabalho e saiu mais cedo? Ou preferiu antes enfrentar as ondas do mar do que chegar tarde a casa e ouvir um sermão da sra “Maria”?

Para finalizar o relato destas histórias de acção temos o remake do filme “HEAT”, que aconteceu esta madrugada na A2 quando os ocupantes de três veículos de grande cilindrada, assaltaram uma carrinha de valores recorrendo a explosivos. Fenomenal! Portugal está ao rubro, quem precisa de ir ao cinema? Basta ligar a televisão e ver as notícias.
Mas toda esta onda de violência deve-se, a meu ver, ao facto de os atletas portugueses estarem a ter maus resultados nos Jogos Olímpicos de Pequim, e o povo vinga-se com estas acções hollywodescas. Se repararem, o dia mais tranquilo em Portugal nos últimos dias foi quando a Vanessa Fernandes ganhou a medalha de prata no triatlo. “Vanessa, the peacemaker”

Agora estou à espera que o jogo acabe e…..olha….GOOOOOOOOOOOOOOOOOLO! Duda.
Agora vou é mudar para a 2 e ver o telejornal, pode ser que dê algo interessante…


Nota: Portugal acabou por ganhar 5-0 contra o 196º no ranking da FIFA, espectacular! Grande vitória.
(Todas as imagens foram retiradas do "Google" e todas as histórias aconteceram mesmo, alguns pormenores é que podem estar ligeiramente diferentes.)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

red warrior

O filme intitulado como "O último Samurai", passou muito à margem dos grandes sucessos de bilheteira, infelizmente. É daqueles que é impossível deixar de gostar ou de ver várias vezes. Já deixei de contar as vezes que o vi e revi... mesmo naquelas vezes que servia como barulho de fundo para as noites longas de trabalho.
E como se não bastasse ter argumento e fotografia incrivelmente belos, a banda sonora é também ela de superior qualidade.

(o video foi retirado do "youtube")

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

uma lenda portuguesa, com certeza


A lenda do galo de Barcelos... na qual tropecei enquanto realizava uma pesquisa para um projecto tocou-me profundamente, não no sentido emocional lamechas, mas sim de modo a provocar umas gargalhadas valentes dada a sua, digamos... estupidez. E reza o seguinte:

"Ao cruzeiro setecentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico de Barcelos, está associada uma curiosa lenda - A Lenda do Galo de Barcelos.



".......... Os Habitantes do Burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não ter descoberto o autor. Certo dia, apareceu um Galego que se tornou de imediato suspeito do dito crime, visto que ainda não tinha sido encontrado o criminoso. As autoridades condais resolveram prênde-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência , ninguém o acreditou.

Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse para Santiago de Compostela em cumprimento de uma promessa como era tradição na época , e fosse devoto fiel de S. Paulo e da Virgem Santíssima. Por isso foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o havia condenado a tal destino.

A autorização foi-lhe concedida, e levaram-no à presença do dito magistrado, que nesse momento se deleitava e banqueteava com os amigos .

O galego reafirmou a sua inocência , e perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que se encontrava no centro de uma grande mesa, exclamando «« É tão certo eu estar inocente , como certo é esse galo cantar quando me enforcarem »», perante gargalhadas e risos, não se fizeram esperar , mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo.

O que parecia impossível aconteceu. Quando o peregrino estava a ser enforcado , o galo ergueu-se na mesa e cantou ! Após tal acontecimento mais ninguém duvidava da inocência do Peregrino .
Juiz correu à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz. Volvidos alguns anos, voltou a Barcelos e fez erguer um Monumento em Louvor à Virgem e a Santiago....."




Sou só eu, ou esta história está um bocado idiota para lenda. As lendas costumam ser "irreais" eu sei..mas um galo a cantar?! e ainda por cima ASSADO?!

A única coisa que eu acho que se pode retirar de positivo desta lenda é o trabalho fantástico de um ventríloco que safou um galego da forca.

Creio também que os tradicionais galos de Barcelos estão com um design completamente errado. Esta história seria mais coerente se os galos fossem ao invés dos galinaceos pomposos e coloridos, galos deitados em travessas, com um aspecto assado, mas pronto... se calhar não era tão realista!



(A lenda foi retirada do site da Câmara de Barcelos e a imagem do galo assado foi retirada do "Google")

sexta-feira, 25 de julho de 2008

excerto curioso

"O meu T.I.R. é melhor do que o teu" disse o Valentim Loureiro ao Vale e Azevedo numa das escutas de que foram alvo aqui há uns dias.
nota: espero que se perceba que esta era apenas uma tentativa para ter piada, algo que para o autor deste blog é muuuuuuuito difícil.
Obrigado pela compreensão!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

pedido de desculpas

Venho por este meio pedir as minhas sinceras desculpas aos IMENSOS leitores deste blog, por ainda não ter publicado nenhuma pérola cultural este mês, que obviamente enriqueceria de forma substancial o dia de quem o lesse ou visse.

cumprimentos bloguísticos, se é que existem...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

sentido de humor português

Os portugueses têm um sentido de humor hérculeo, ou pelo menos só pode ser esse o caso senão veja-se o que tem acontecido nestes últimos dias.
Na última edição dos Globos de Ouro da SIC… Não..... não estou a falar do Hérman José e do Jorge Palma! Estou a falar sim da pessoa que atribuiu os lugares na plateia. Sentar a Vanessa Fernandes atrás de Soraia Chaves?! Isso é um golpe muito baixo. Não se faz! Mau atribuidor de lugares… mau…. Feio.














Já agora aparecia o conhecido emplastro a apresentar-se ao serviço numa entrevista em Fátima não?

















tadaaa!!

Valentim Loureiro consegue por o país a pensar nele como vítima no caso “Apito Final”, caso este que relegou o Boavista para a Liga de Honra e ofende todos os homens e mulheres portuguesas, com alguma capacidade de distinguir o feio do bonito, ao despedir-se no telejornal da noite da TVI no passado Domingo dizendo à pivot, ou melhor gritando, pois este homem não fala, grita: “É sempre um prazer! Está cada vez mais BONITA”. Ele até que estava a conseguir arrancar-me alguma compreensão, mas após a sua despedida a Manuela Moura Guedes acordei para a vida.






Pinto da Costa, presidente do clube por que torço para ganhar, é recebido no Parlamento por um terço dos membros do mesmo, no dia em que foi um dos protagonistas, juntamente com Carolina Salgado, da cena mais imatura da Justiça portuguesa: - “Ele está a mentir!” – “Não, ela é que está a mentir!” nha..nha..nha…nhaaaa..nha!

O mesmo Parlamento da situação anterior aprovou - e bem- uma lei anti-tabaco, que o primeiro Ministro não podia deixar de quebrar ao fumar com os ministros da comitiva que o acompanhou à Venezuela, num avião fretado para o efeito. Contudo o inacreditável foi o nosso Primeiro ter respondido à publicação do dito acto mais ou menos assim:” Não se pode? Não?! Ah…! Mas eu não sabia que não se podia fumar! Ai o catano!”
Ó senhor Sócrates, eu também sou cabeça no ar mas foi no SEU Governo que se aprovou a lei anti-tabaco!

São situações como esta que me fazem pensar que Portugal é de facto uma República das bananas. Até o Sr Alberto João Jardim reconsiderou candidatar-se à liderança do PSD vejam lá.




(todas as imagens foram retiradas do youtube)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

old school super-heroes_3

Iron man! E já está aí o filme...

http://www.youtube.com/watch?v=0Wn4iYoMcAA&feature=related

old school super-heroes_2

The incredible Hulk, quem não se passa de vez em quando?

http://www.youtube.com/watch?v=YOXpKUu6pUg&feature=related

old school super-heroes_1

Batman... porque estamos na época em que os morcegos andam na rua...

http://http://www.youtube.com/watch?v=WkXw3jPgpy0&feature=related

segunda-feira, 21 de abril de 2008

deambulação (In)operativa

O que queres da vida? – Perguntaram-me ontem. E na verdade, não soube responder com toda a certeza. Disparei algo como procurar o equilíbrio, chegar a um ponto em que pudesse afirmar convictamente a mim próprio - Pronto! Assim estou bem, esta vida basta-me e preenche-me totalmente. – mas será que é mesmo isso que eu quero? Afinal o que quero da vida? O que é que me faz querer viver? Nunca reflecti muito acerca deste assunto, e ingenuamente ou não, pensava até ontem, que era andar à procura do tal “equilíbrio” (que em última estância é inalcançável, visto que nunca há uma satisfação completa na condição humana, falta sempre alguma coisa), e após pensar um bocado cheguei à conclusão de que não sei. Porquê? Talvez porque todas as variáveis mudam de um momento para o outro, porque todas as certezas e crenças que existem, nas quais acreditamos e defendemos veementemente podem entrar em colapso e desmoronarem-se num instante, sem que possamos fazer algo para o evitar. É a vida - dizem alguns, quando não se dão ao trabalho para encontrar uma resposta, mas talvez essa seja a atitude mais acertada a tomar, visto que não há nada certo e seguro, como tal, provavelmente não vale a pena esforçarmo-nos para tentar entender e mais vale deixar andar e ver o que acontece.
Mas se não é o equilíbrio que as pessoas procuram, pelo que é que elas se movem?
Objectivo(s), metas, desafios
O que realmente faz as pessoas se mexerem e se superarem a si mesmas são os objectivos a que se propõem ou aos que são obrigadas ultrapassar. Quando um indivíduo possui um propósito, uma vontade, inabalável ou não, de fazer algo, vive melhor, sente-se melhor porque encontra nessa batalha pessoal e interior, um sentido, um significado para a sua vida. Qual é o teu objectivo? – deve ser a pergunta correcta a colocar a cada um. Alguns continuarão a defender que é a procura do equilíbrio físico e emocional, como dizia o senhor Myagi, outros dirão que é ser reconhecido e respeitado por todos, outros dirão que a sua vida não lhes pertence e lá tomam um autocarro com uma bomba na mochila para mostrar o poder do seu Senhor a todos os infiéis e depois há os que afirmam ser o fim de todas as ameaças terroristas o seu objectivo, quando no final são movidos pela ambição pessoal de algumas “pessoas”. Existem ainda indivíduos sem qualquer objectivo na vida, que à custa disso vivem à margem da sociedade, pessoas que tinham realmente um objectivo, um propósito, um sonho, mas que a determinada altura lhes foi tirado, ou perderam-no, não sei, “é a vida”, como se diz.
Agora pergunto – os objectivos das pessoas como é que funcionam temporalmente? Para mim, há os objectivos a longo e prazo e outros a curto prazo, que tal como o nome indica, uns demoram mais tempo que outros a atingir, mas é o seu conjunto, que me faz mexer, lutar teimar, não desistir. Quanto mais se quiser alcançar algo, mais empenho se lhe dispensa. Neste momento tenho alguns objectivos, mesmo agora enquanto escrevo, faço-o com um objectivo, que é tentar perceber alguma coisa acerca do que quero e de que modo o realizo. Mas tal como foi referido anteriormente, pode suceder algo que altere as variáveis da equação e faça os objectivos caírem por terra, fazendo-me questionar o meu sentido, a minha existência.
É normal eu acho, nada dura para sempre, tudo se altera e acaba ao longo do tempo, faz parte da condição humana. E tal como as feridas que alteram fisicamente o corpo, também os contratempos, as agonias, as frustrações, os problemas, os desgostos mudam uma pessoa e fazem-na evoluir (ou não) e adaptar-se às novas condicionantes. Isto reflecte-se nos objectivos de cada um, pois eles também se alteram, transformando-se e orientando-nos para um novo sentido. Assim sendo, poder-se-á talvez afirmar que os objectivos são parte da condição humana. Mas ao contrário da mortalidade, a condição suprema do Homem, os objectivos podem perdurar muito tempo e servir de inspiração a outras pessoas. Não é por acaso que se fala de Ulisses, Aquiles, ou Heitor ou mesmo de um senhor Jesus Cristo que existiu há dois mil anos. Todos eles tinham um objectivo que alcançaram, um objectivo muito maior que eles próprios que os fez alcançar a imortalidade e servir de referência para as pessoas. Mas… acho que já estou a divagar muito, continuo depois esta reflexão, pois cheguei à conclusão de que nada sei. Hmm… Acho que já ouvi isto em algum lado.




Data: Um dia qualquer em Março de 2006